Thank you. Gracias. Grazie. Gratias. Merci. Danken. Děkuji. Sağol. Tak. Siyabonga. شكرا (shukraan). ありがとう (arigatô). спасибо (spasibo). Ευχαριστώ (efcharistó). תודה רבה (todá raba). 謝謝 (xièxiè). धन्यवाद (dhanyvavaad). ขอบคุณ (K̄hxbkhuṇ). Obrigado. Valeu! Joinha.
Inúmeras são as formas orais de se agradecer. Todos os povos do mundo têm o seu jeito. Há palavras que não existem em todos os idiomas, mas o "obrigado" não pode faltar. É uma das formas mais singelas e importantes de o ser humano expressar seu reconhecimento, humildade, amizade e respeito.
Em que língua for, a palavra parecer ser pequena. Mas o sentimento por trás, é grande. Tão grande que às vezes fica pesado demais expressar. Tem gente que agradece por tudo o tempo todo. Tem gente que nunca agradece por nada. Há quem não agradeça por timidez, há aqueles que acham que não devem agradecer porque o mundo está à disposição para servi-lo. Uns agradecem pessoalmente, outros mandam flores.
Nesta sexta-feira, dia 11 de janeiro, celebra-se o Dia Internacional do Obrigado. A data teve início nas redes sociais e foi se alastrando pelo mundo. Pelo que e a quem você agradece? Quem ama o seu animalzinho, agradece ao veterinário por cura-lo. A família de um enfermo, agradece ao médico, pelo tratamento. Quem está hospitalizado, agradece ao enfermeiro, pela atenção. Quem vive em meio a aridez, agradece a Deus pela chuva que devolve o verde àquele solo. Quem passa por uma tragédia que arrasa uma cidade, agradece aos bombeiros, pelo resgate de vidas. Aquele que faz-se um bom profissional, deve ser grato aos seus professores; o filho pródigo, tem o dever de agradecer aos seus pais.
As pequenas situações, aquelas às quais mal damos atenção, também exigem de nós o agradecimento: ao passarmos por um belo jardim, sejamos gratos ao jardineiro; ao termos fartura à mesa, sejamos gratos às mãos que cultivaram, colheram e prepararam o alimento; ao termos água limpa na torneira, sejamos gratos pelo profissional que a tratou; quando estamos desorientados, sejamos gratos àquele que nos ensinou determinado caminho; ao estarmos cansados, sejamos gratos a quem nos cedeu o assento.
Agradecer pelo que de bom temos, fica (teoricamente) fácil.
Mas e agradecer pelo que de mal nos acontece? Agradecer por uma enfermidade, por um acidente, pela perda de um emprego, pelo rompimento de uma relação, por um roubo? Por que deveríamos ser gratos às desgraças? Embora pareça, isso não é coisa de mártir ou masoquista. É coisa de gente muito sábia, equilibrada e que sabe que os tais planos de Deus são bem maiores e mais harmônicos do que podemos supor. Poucos são aqueles que sabem que tudo acontece com uma causa inteligente; que Deus - que é pai -, arquiteta tudo para que o melhor aconteça; que como um bom genitor, nos ensina não nos mimando com graças, mas mostrando que o mundo tem agruras e que passar por elas nos faz mais fortes.
Conta-se que certa vez, um homem surgiu diante de Buda e cuspiu-lhe no rosto. Seus discípulos ficaram doidos e quiseram punir o sujeito. Mas o sábio Buda agradeceu. Disse que esse ato o fez ver que seus seguidores ainda não estavam prontos, pois a ira ainda os dominava. O doce Jesus nos ensinou a dar a outra face - talvez não literalmente -, fazendo com que a gente receba os eventos ruins com o coração aberto.
O humilde Chico Xavier deixou-nos esse pensamento sobre como deveríamos encarar essa dualidade: "O bem sanará o mal, porque este não existe: o mal é o bem mal interpretado. Muitas vezes aquilo que julgamos como mal, daqui a dois, quatro, seis anos, é um bem. Um bem cuja extensão não conseguimos avaliar. Portanto, o mal está muito mais na nossa impaciência, no nosso desequilíbrio quando exigimos determinadas concessões, sem condições de obtê-las. De modo que o mal é como se fosse o frio. Este existe porque o calor ainda não chegou. Mas chegando o aquecimento, o frio deixa de existir. Se a treva aparece é porque a luz está demorando, mas quando acendemos a luz ninguém pensa mais nas trevas. Não creio na existência do mal em substância. Isso é uma ficção".
Sabedoria, doçura e humildade. Como é difícil ser como Buda, Jesus ou Chico! É-nos uma tarefa árdua imitar àqueles que eram tão cheios de luz.
Cientistas creem que a Terra tenha entre 4,5 e 6 bilhões de anos - e ela ainda não está pronta; espiritualistas afirmam que Deus não fez tudo em 6 dias e #partiu_recreio no sétimo dia. A Terra é um bebê, se comparada a outros orbes; ela ainda não está pronta: as placas estão se ajeitando e o núcleo ainda está incandescente. Então por que nós, seres humanos, surgidos ainda ontem, estaríamos suficientemente preparados?
Raros são os que estão prontos para dizer "obrigado" aos infortúnios e a quem os injuria. Mas Deus tem todo o tempo do universo, não está com pressa e segue nos enviando sinais.
Obrigada pela paciência, Senhor.

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