sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

SAMPA: ❤AMOR X ÓDIO🔥


Verde e cinza. Pássaros e buzinas. Praças e favelas. Consumismo e pobreza. Clássico e gótico. Ópera e rap. Chorinho e hip hop. Cultura e violência. Museus e cracolândia. Teatro e futebol. Pausa para o café e correria. Calor e enchente. Solidão e multidão. Medo e êxtase. Descobertas e perigos. Crescimento e abandono. Culinária do mundo todo e fome. Bovespa em polvorosa e mendigos nas marquises. Moema e Cidade Tiradentes. Higienópolis e Parelheiros. Haddock Lobo e 25. Fasano e churrasquinho grego. Nordeste, Ásia, África, Oriente Médio, Europa, Américas. Tudo que é diferente e contrastante está em São Paulo. 

É clichê e dispensável dizer sempre sobre os abismos que São Paulo tem, mas sendo essa uma de suas maiores características, fica impossível não mencionar tudo o que nos atrai e nos repele nessa Babilônia dos tempos modernos. É meu jeito de desejar feliz aniversário a Sampa. Para uma cidade brasileira, 465 anos é bastante tempo, é muita história, são muitas vidas que passaram por ali. Mas o que são 465 anos perto de tantas outras cidades famosas do mundo? Porto, Londres, Cádis; ou mais ainda, Roma, Atenas, Damasco, Beirute, Cairo. Dias que se perdem no tempo, documentos que já não existem, histórias que foram se transformando. Sampa é ainda uma mocinha; tem, portanto, a memória mais fresca, mas nem por isso tem uma história menos interessante. 

Comparar nossa gigante com as outras da Europa, por exemplo, dizem que é uma covardia. Eu não acho que seja. As cidades mães, irmãs, tias e primas de São Paulo podem servir como inspiração. Comparamos tudo a todo momento na vida, por que nesta situação seria diferente? 

O médico e escritor Drauzio Varella escreveu um texto sobre São Paulo, sobre as agruras e delícias de se viver nesta cidade, e também não escapa à comparação: “São Paulo é sobretudo feia. Esbanja mau gosto no neoclassicismo brega dos edifícios com nomes franceses, nas vitrines, no desleixo generalizado com as fachadas, nas grades que aprisionam famílias, na pichação grosseira, na cafonice das decorações natalinas, na iluminação mortiça das noites, na americanice grandiloquente dos shoppings, no emaranhado de fios elétricos, nas casas sem reboque das favelas e da periferia inchada, no lixo das calçadas, na tragédia da Cracolândia e na miséria andrajosa dos moradores de rua.

Conheci cidades sem um cisco no chão, habitadas por cidadãos instruídos, à beira-mar ou no meio das montanhas, com horizontes a perder de vista, ruas sem imprevistos, silenciosas às oito da noite, bares que fecham às dez. Lugares idílicos, aprazíveis num fim de semana, mas para neuróticos com a alma impregnada pela balbúrdia paulistana, como este que vos escreve, morar neles seria flertar com o suicídio. O que me encanta e desafia em São Paulo é justamente o estar por fazer, a imprevisibilidade, a confusão urbana que me obriga a reinventar o jeito de viver a cada ano que passa”. 

Pois é. Também já passei por lugares impecáveis, sem pichações grotescas, sem lixo espalhado, sem aquela confusão de sons, gritos e ofertas, sem trânsito caótico, sem água suja empoçada, capitais transbordando cultura e beleza. Mas essa contemplação termina assim que desembarcamos em Guarulhos. São Paulo é o que temos. E se é São Paulo o que temos, precisa-se que se faça a mesma contemplação por esta cidade. Mais do que comparar e lamentar (“ai, por que São Paulo não é mais segura, mais limpa, mais verde; por que sua gente não é mais educada, mais paciente, menos fria?”), é preciso que Sampa seja mais amada, mais respeitada. Gente estressada se vê em todo lugar do mundo, assim como lixo, pobreza e carros demais. Algumas destas belas cidades (com seus governantes, suas Ongs e seu povo colaborativo) só acharam meios de amenizar os problemas. São Paulo precisa deste carinho e maiores cuidados. 

Drauzio também fala das belezas de Sampa, das saudades de seu bairro natal, o Brás, quando as pessoas socializavam conversando em cadeiras na calçada, do futebol da molecada, dos apitos das fábricas (que hoje foram substituídos pelos gritos dos pastores). Brás, (onde o "Arnesto" havia marcado um samba), lá vivi por um tempo, e descobri que o caos e o estranhamento também provocam saudades. 

Feliz aniversário, São Paulo. 

(Fotinhos de acervo pessoal... Saudades)

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

O NOME DESSA RELIGIÃO É AMOR


"Mas é por causa de alguma religião?". "É pela saúde, né?". "Você não se arrepende?". "Como você aguenta?". "Mas nem um bife de vez em quando?". "Nem peixe?". "Mas um dia você volta a comer?". Essas são apenas algumas das perguntas clássicas que todo vegetariano (ou vegano) escuta e tenta responder com a maior calma e gentileza. 
Adotar essa filosofia de vida, em um país como o Brasil, onde a cultura do churrasco impera, não é nada fácil. Não só por sermos, muitas vezes, alvos de zombaria, mas pelo mercado ainda não atender às nossas necessidades do modo como gostaríamos. Somos vistos como E.Ts, malucos, "modinhas", vítimas da influência de alguma religião estranha. 

E a nossa resposta é sempre a mesma: é por amor. Não comemos carne - seja ela de que for -, simplesmente por respeito e empatia. "Mas um a mais, um a menos, não faz diferença". "Mas já está morto mesmo". "Temos dentes caninos pra comer carne". Se esses discursos estivessem sendo feitos há alguns séculos, até faria sentido. Mas hoje, início de século 21, não tem desculpa que justifique o assassínio de seres inocentes e sencientes. 

E um a mais, faz diferença, sim. Para quem ama e vê em todas as criaturas os filhos de Deus, a diferença é grande. "Mas Deus fez os animais para nos servir". Esse é um dos "argumentos" que mais escuto. Mas aprendi, dentro da minha "religião estranha", que Deus não fez filhos para serem amados de forma diferente. Não criou uns para serem servos e outros para serem servidos, mas para cooperarem entre si - um dia a sociedade percebeu que a escravidão de outros seres humanos era vergonhosa. Um dia, o mundo se chocou com o holocausto de um povo. Tenho esperanças de, um dia, a humanidade perceber que tirar a vida de um animal também é algo de revirar o estômago. 

Não quero falar sobre dados, de quantos animais ou quantos litros de água um vegetariano - ou vegano - poupa a cada ano. Números e estatísticas tornam a coisa  meio fria, meio técnica. Nós falamos e praticamos o amor. Apenas isso. Amor pelos animais e amor pelo planeta. 

Se optarmos por não comer mais carne apenas por uma questão de saúde, estaremos nos cuidando, é verdade, mas com um "quê" de egoísmo: "Parei de comer carne por uma questão de saúde - a minha!". Mas estamos aqui para evoluir, então, esperemos. Ninguém é dono da verdade absoluta, mas através da linguagem do amor, não há palavra ou argumento que se sustente. 

Por que a vida de um cachorro tem que valer mais que a vida de um bezerro? Por que a vida de um gato tem que valer mais que a vida de um leitãozinho? Nós também temos nossas perguntas clássicas e nossos argumentos básicos. Por que comer uns e amar outros? Da mesma forma que estamos nos perguntando, nos últimos séculos, por que escravizar a uns e privilegiar a outros? Bem, Deus criou seus filhos dotados do poder de escolha. O mal está em nós, não no que Ele fez.

"Cadê Deus nessas horas?". Deus esteve presente em todos os eventos da História e em cada nanossegundo da criação deste e de outros planetas. Ele viu quando aprendemos a caminhar eretos, viu quando "domesticamos" o fogo, viu quando criamos as sociedades, viu quando inventamos o dinheiro, viu quando subjugamos nossos irmãos, viu os grandes impérios se formando e ruindo, viu as navegações e descobertas, viu a escravidão, o holocausto judeu, as ditaduras; continua vendo a fome e as doenças na África, as tragédias naturais na Ásia, os crimes de colarinho branco na América. Parece que Ele não está fazendo nada? Mas está. Está nos deixando aprender com nossas faltas, indiferença, ganância; está nos fazendo evoluir pela dor, está nos ensinando a sermos mais solidários e a enxergar no outro, um irmão de fato. 

Logo, se isso vem acontecendo - nessa transição de era -, nós, vegetarianos e veganos devemos ter paciência e esperar que um dia todos vejam nos animais, irmãos também. Isso não nos credencia a sermos "humanos melhores"; todos têm defeitos, mas estamos tentando deixar esse planeta um pouco mais habitável para as gerações que vêm por aí. 

Então, só respondendo às perguntas: não, não comemos carne por uma questão de saúde; não vamos voltar a comer qualquer dia desses, não sentimos falta, não nos arrependemos e a única religião que nos guiou por esse caminho foi unicamente o amor. 


sábado, 19 de janeiro de 2019

O PANCHAYAT


“Amigos, amigos. Negócios à parte”. Um pensamento bem popular, não se sabe quem o cunhou, mas muita gente usa – especialmente em situações que envolvam dinheiro emprestado ou sociedades entre amigos. Por outro lado, há quem pense que nada no mundo valha uma verdadeira amizade – entre amigos não há espaço para desavenças, e se for para brigar por causa de dinheiro ou coisa parecida, é melhor nem se associar. Não há que se misturar as coisas. 

Penso que se existe amizade de verdade, respeito, compreensão e maturidade, qualquer situação, ao invés de se transformar em rancor, transforma-se em lição, crescimento e fortalecimento da relação. Foi isso que li no conto indiano O panchayat. 

Jumman Sheikh e Algu Chaudhnari eram amigos da vida toda, leais e confiantes um no outro. Porém, algo aconteceu na vida de Jumman. Ele tinha uma tia muito idosa e com algumas posses. Jumman e a esposa a tratavam muito bem, mas um dia o sobrinho lhe fez a proposta de que a tia passasse para o seu nome todas as suas propriedades e ele seguiria cuidando dela. Assim que a tia lhe passou os bens, Jumman e a esposa começaram a destratar a senhora, mal lhe dando o que comer. A tia então pediu que o sobrinho ao menos lhe passasse uma “mesada” para que ela mesma comprasse sua comida e sua roupa. Nada feito. “Como uma pessoa que logo vai morrer pode se preocupar com comida e roupa?”, zombou Jumman. 

A senhora então resolveu levar o caso ao panchayat – que é uma espécie de tribunal popular muito usado antigamente na Índia, sobretudo na zona rural. Ela foi até Algu e lhe pediu que ele estivesse presente ao julgamento. No dia marcado, tia e sobrinho expuseram suas versões do caso: a tia afirmava ser maltratada; o sobrinho dizia que ela reclamava à toa. 

Como era de praxe, uma pessoa era escolhida para dar a palavra final, então a tia escolheu Algu. Jumman, ao ver que seu melhor amigo ia ser o juiz, ficou relaxado, dando a causa por ganha. Algu disse: “Jumman, você e eu somos velhos amigos. Sempre nos apoiamos em tempos difíceis. No entanto, você e sua tia são iguais perante meus olhos”. Para perplexidade de Jumman, Algu - ao lado dos demais membros do panchayat, decidiu pela senhora, afirmando que o sobrinho devia sim, pagar-lhe uma mensalidade para seu sustento, caso contrário, os bens voltariam às mãos da tia. 


Jumman, muito contrariado, jurou vingar-se de Algu. Algum tempo depois, Algu é que foi levado ao panchayat. Ele havia vendido um boi a um carroceiro, que tinha ficado de lhe pagar depois. Era um lindo e saudável animal, mas que o carroceiro explorou tanto e deixou sem água e sem comida, que o boi definhou e morreu. O carroceiro alegava que Algu lhe havia vendido um animal doente e que por isso não iria pagar nada. Diante do júri do panchayat, Algu viu que quem presidia o julgamento desta vez, era seu amigo Jumman. E ele teve a certeza de que Jumman iria se aproveitar da situação para prejudica-lo. 

Eis que, proferindo a sentença, Jumman afirma que a morte do boi foi por exclusiva culpa do carroceiro e que Algu deveria ser pago pela venda. Algu ficou alegremente surpreso e Jumman, muito emocionado, lhe disse: “Depois da sua decisão, transformei-me em seu inimigo. Hoje, no entanto, compreendi que perante a justiça não existem amigos nem inimigos. Agora estou convencido de que o panchayat é a voz de Deus”. 

No mundo moderno (mas nem por isso evoluído) em que vivemos, nem são tanto as amizades que interferem em alguns julgamentos, mas os interesses. Em uma sociedade em que se mata por uma dívida de 20 reais, um panchayat nos moldes da Índia antiga, infelizmente jamais teria espaço. O que lamento muito. 

Nada contra as leis, o Direito e seus profissionais. Apenas tudo a favor da simplicidade. 

"Assim como as pedras são polidas pelo atrito, as provações tornam os homens brilhantes" - Provérbio indiano






sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

❤🐶 AMOR PELOS BICHOS TEM SABOR 🐱💚


O que é bom, tem que ser divulgado. E como a causa da minha vida é a animal, tudo o que eu vejo por aí que envolva a ajuda aos bichitos, procuro espalhar.
E tem casos em que é facinho ajudar: na compra de um destes três suquinhos da Midi, uma parte da grana vai para a Ong AMPARA Animal. Pode parecer pouco, mas bastante coisa já foi feita, graças às compras dos produtos. 
Bóra tomar mais suquinho? 
Visite também: https://amparanimal.org.br/


sábado, 12 de janeiro de 2019

NÃO EXISTA. VIVA.


Sem preocupações, sem rancor, rir de si mesmo, saber lidar com o dinheiro (e com a falta dele), manter as amizades sinceras, reconhecer seus defeitos e lutar contra eles, cuidar do corpo e da mente. As receitas para viver bem são inúmeras e, geralmente, quem as dá, quase nunca as segue. 

Mas, como seres ainda em fase de experimentação que somos, temos que fazer um certo esforço para viver minimamente bem. O famoso "não nos deixeis cair em tentação", constante na prece que Jesus nos ensinou, serve para esse texto. Não devemos cair na tentação de dar dicas de vida aos outros, se nós mesmos deixamos a nossa às moscas. 

O jornalista fluminense José Carlos Oliveira, escreveu Receita de Viver. Nesse texto, Carlinhos Oliveira fala de detalhes que podem deixar a vida um pouco mais leve. Como escritor, não obteve tanto êxito no mundo editorial, mas foi feliz. Teve uma vida boêmia e cercado por bons amigos - dentre eles, Vinícius de Moraes e Tom Jobim. Não entrou para o rol dos grandes escritores brasileiros, mas e daí? 

O conceito de ser bem sucedido é relativo. Pra mim, ser o CEO de uma multinacional e aparecer nas mídias como "a personalidade do ano", talvez não seja sinônimo de uma vida invejável. Me inspira muito mais quem pode viver tranquilamente num lugar simples, sabendo se virar dentro daquele dinheiro contado, mas aproveitando o tempo com engrandecimento espiritual, cuidando de animais e plantas, fazendo caminhadas silenciosas para poder pensar em paz, sentindo-se parte de algo bem maior do que uma empresa ou o mercado: um universo infinito, com mundos e criaturas incontáveis e mistérios ainda a serem sondados. 

Carlinhos Oliveira cita coisas como: chegar aos 30 já tendo cometido algumas loucuras, não exacerbar-se com as preocupações materiais, juntar grana para viagens, "nunca ferir uma mulher a ponto de fazer-se odiado por ela, estar sempre em condições morais de perder tudo e começar tudo outra vez (...) evitar ao máximo o paletó e a gravata, os chatos que falam no ouvido (...) os bêbados que mudam de personalidade quando lúcidos, os vizinhos muito prestativos e todo papo do qual participem mais de três pessoas (...) não discutir preços – é melhor ir embora sem comprar (...) saber contar com irreverência histórias em que faz papel de bobo, e que tenham acontecido realmente. Viver tão intensamente que possa dizer à morte, quando vier: 'Já veio tarde'". 

Com quatro décadas de vida, não sei se posso passar receitas, mas algumas experiências podem ser compartilhadas, na esperança de que sirva de algo a alguém. 

- Ao contrário de Carlinhos Oliveira, não sou boêmia. Minhas "noitadas" se resumem em seriados, documentários, desenhos, livros e gatos no colo. São coisas que ensinam e relaxam. Recomendo. 

- Acreditar em algo, em uma força espiritual ou universal que rege tudo em perfeita harmonia. Saber que nada acontece por acaso ou à toa. Não é conformismo; é compreensão. 

- Adotar um animal. Não desenvolvi o tal amor materno, mas acho que já cheguei perto ao adotar minhas gatas, cujo amor transmitido só pelo olhar, me transformou. 

- Nada de pré-conceitos. Se o outro não se veste como você, não professa a mesma fé ou vive de outra maneira, não julgue. Aqui na Terra, não temos autoridade para nada; somos apenas alunos e não mestres. 

- Leia. Não importa a sua preferência literária. Quem lê, tem repertório, sabe conversar, é espirituoso e argumentativo. Só não fique citando frases célebres a todo momento: isso é pedantismo. 

- Pare de se alimentar da desgraça alheia. Tem muita gente azeda por aí que torce pelo divórcio dos outros, que finge compaixão ante a enfermidade ou da falência de alguém. Apreciar tragédias é cafona e adoece. 

- Seja fiel à sua essência. Não interprete um papel só para agradar aos outros e se enquadrar. 

- Respeite mais seu estômago. Barriga muito cheia atrapalha os pensamentos. 

- Ouça mais e fale menos. Por isso temos dois ouvidos e uma boca. 

- Não desmereça o trabalho dos outros. Todos são importantes nessa engrenagem que é a sociedade. 

- Valorize momentos aparentemente bobos: um café entre amigos, deitar-se sobre um lençol cheirosinho, achar 5 reais no bolso de uma calça, uma flor que brota "do nada" no seu jardim, fazer uma gentileza, uma brisa fresca num dia quente. 

- Enfim, que saibamos trabalhar, construir, transformar, aprender, ensinar, pensar, criar, refazer, rir, desabafar, aproveitar, observar, de modo que a morte não nos assuste. Mas que seja apenas mais um estágio para outros novos verbos. 

🐷 DEZ CURIOSIDADES SOBRE PORQUINHOS 🐷


🐷 Os porcos são um dos animais mais inteligentes: dentre os animais domesticados pelo homens, eles são os mais inteligentes de todos, inteligência comparada à de uma criança de 3 anos, segundo cientistas do ramo. 🐷 Os porcos gostam de deitar próximos uns dos outros e dormir aconchegados ao lado dos seus amigos mais próximos. 🐷Os porcos passam horas brincando, explorando e aproveitando banhos de sol quando lhes é dada essa oportunidade. Adoram ouvir música, jogar futebol e carinho: são MUITO carinhosos! 🐷Os porcos são extremamente limpos, e eles tomam muito cuidado para não sujar a área em que dormem. Os porcos não transpiram, e têm alto risco de queimadura quando expostos ao sol. Então eles vão para a lama ou para a água para se refrescarem e se protegerem contra os raios solares. 🐷 Os porcos conseguem correr quase 2 km em 7 minutos. 🐷 Os leitões recém-nascidos reconhecem o som da “voz” de suas mães e reconhecem o seu próprio nome. 🐷 As porcas cantam para seus filhotes. 🐷 Os porcos já salvaram a vida de algumas pessoas. Um porco, chamado Pru, tirou seu tutor de um pântano lamacentos, e uma porca, chamada Priscila, salvou um menino que estava se afogando. 🐷 O som do grito de um porco adulto pode atingir de 110 a 115 decibéis. 🐷 Oinc! 💖 Fonte: ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

A DIFÍCIL ARTE DE AGRADECER



Thank you. Gracias. Grazie. Gratias.  Merci. Danken. Děkuji. Sağol. Tak. Siyabonga. شكرا (shukraan). ありがとう (arigatô). спасибо (spasibo). Ευχαριστώ (efcharistó). תודה רבה (todá raba). 謝謝 (xièxiè). धन्यवाद (dhanyvavaad). ขอบคุณ (K̄hxbkhuṇ). Obrigado. Valeu! Joinha. 

Inúmeras são as formas orais de se agradecer. Todos os povos do mundo têm o seu jeito. Há palavras que não existem em todos os idiomas, mas o "obrigado" não pode faltar. É uma das formas mais singelas e importantes de o ser humano expressar seu reconhecimento, humildade, amizade e respeito. 

Em que língua for, a palavra parecer ser pequena. Mas o sentimento por trás, é grande. Tão grande que às vezes fica pesado demais expressar. Tem gente que agradece por tudo o tempo todo. Tem gente que nunca agradece por nada. Há quem não agradeça por timidez, há aqueles que acham que não devem agradecer porque o mundo está à disposição para servi-lo. Uns agradecem pessoalmente, outros mandam flores. 

Nesta sexta-feira, dia 11 de janeiro, celebra-se o Dia Internacional do Obrigado. A data teve início nas redes sociais e foi se alastrando pelo mundo. Pelo que e a quem você agradece? Quem ama o seu animalzinho, agradece ao veterinário por cura-lo. A família de um enfermo, agradece ao médico, pelo tratamento. Quem está hospitalizado, agradece ao enfermeiro, pela atenção. Quem vive em meio a aridez, agradece a Deus pela chuva que devolve o verde àquele solo. Quem passa por uma tragédia que arrasa uma cidade, agradece aos bombeiros, pelo resgate de vidas. Aquele que faz-se um bom profissional, deve ser grato aos seus professores; o filho pródigo, tem o dever de agradecer aos seus pais. 

As pequenas situações, aquelas às quais mal damos atenção, também exigem de nós o agradecimento: ao passarmos por um belo jardim, sejamos gratos ao jardineiro; ao termos fartura à mesa, sejamos gratos às mãos que cultivaram, colheram e prepararam o alimento; ao termos água limpa na torneira, sejamos gratos pelo profissional que a tratou; quando estamos desorientados, sejamos gratos àquele que nos ensinou determinado caminho; ao estarmos cansados, sejamos gratos a quem nos cedeu o assento. 

Agradecer pelo que de bom temos, fica (teoricamente) fácil. 
Mas e agradecer pelo que de mal nos acontece? Agradecer por uma enfermidade, por um acidente, pela perda de um emprego, pelo rompimento de uma relação, por um roubo? Por que deveríamos ser gratos às desgraças? Embora pareça, isso não é coisa de mártir ou masoquista. É coisa de gente muito sábia, equilibrada e que sabe que os tais planos de Deus são bem maiores e mais harmônicos do que podemos supor. Poucos são aqueles que sabem que tudo acontece com uma causa inteligente; que Deus - que é pai -, arquiteta tudo para que o melhor aconteça; que como um bom genitor, nos ensina não nos mimando com graças, mas mostrando que o mundo tem agruras e que passar por elas nos faz mais fortes. 


Conta-se que certa vez, um homem surgiu diante de Buda e cuspiu-lhe no rosto. Seus discípulos ficaram doidos e quiseram punir o sujeito. Mas o sábio Buda agradeceu. Disse que esse ato o fez ver que seus seguidores ainda não estavam prontos, pois a ira ainda os dominava. O doce Jesus nos ensinou a dar a outra face - talvez não literalmente -, fazendo com que a gente receba os eventos ruins com o coração aberto. 

O humilde Chico Xavier deixou-nos esse pensamento sobre como deveríamos encarar essa dualidade: "O bem sanará o mal, porque este não existe: o mal é o bem mal interpretado. Muitas vezes aquilo que julgamos como mal, daqui a dois, quatro, seis anos, é um bem. Um bem cuja extensão não conseguimos avaliar. Portanto, o mal está muito mais na nossa impaciência, no nosso desequilíbrio quando exigimos determinadas concessões, sem condições de obtê-las. De modo que o mal é como se fosse o frio. Este existe porque o calor ainda não chegou. Mas chegando o aquecimento, o frio deixa de existir. Se a treva aparece é porque a luz está demorando, mas quando acendemos a luz ninguém pensa mais nas trevas. Não creio na existência do mal em substância. Isso é uma ficção". 

Sabedoria, doçura e humildade. Como é difícil ser como Buda, Jesus ou Chico! É-nos uma tarefa árdua imitar àqueles que eram tão cheios de luz. 

Cientistas creem que a Terra tenha entre 4,5 e 6 bilhões de anos - e ela ainda não está pronta; espiritualistas afirmam que Deus não fez tudo em 6 dias e #partiu_recreio no sétimo dia. A Terra é um bebê, se comparada a outros orbes; ela ainda não está pronta: as placas estão se ajeitando e o núcleo ainda está incandescente. Então por que nós, seres humanos, surgidos ainda ontem, estaríamos suficientemente preparados? 

Raros são os que estão prontos para dizer "obrigado" aos infortúnios e a quem os injuria. Mas Deus tem todo o tempo do universo, não está com pressa e segue nos enviando sinais. 

Obrigada pela paciência, Senhor.  

TALVEZ O ÚLTIMO DESEJO

Último desejo. Tão difícil escolher um. Primeiro porque essa ideia nos remete à gente que está à beira da morte, ou no momento de um ...